domingo, 29 de junho de 2008

Caminhada em Lamas de Ôlo

Lamas de Ôlo fez parte do antigo concelho de Ermelo até à extinção deste, em 3 de Dezembro de 1853. Nessa data passou para o concelho de Mondim de Basto até que, em 26 de Setembro de 1895, foi integrada no concelho de Vila Real. A antiga freguesia era um curato anual de apresentação do abade de S. Vicente de Ermelo. Esta freguesia está integrada no Parque Natural do Alvão apresentando muito vincadamente as características da forma de vida das gentes que habitam nas encostas da serra. [fonte: Site Câmara Municipal de Vila Real]

Esta segunda caminha em que participei foi organizada pelos amigos de Stº Tirso ao qual nós nos juntamos. Na primeira parte da caminhada, o terreno era lunar... rochas e mais rochas. A vista era "desoladamente bonita"... se isso existe. Já a gravidade era terrestre (a gravidade na Lua é um sexto da gravidade na Terra). Na passada apareciam todos os tipos de formas de rochas. Reparem na seguinte...


...parece um ovo prestes a eclodir!


Big brother? (pronuncia-se big broder)


Na subida, e sobre uma calor abrasador, uma fila de pessoas serpenteava encosta acima. Eu só olhava para as solas (não vi nenhuma rota) dos que se iam revezando à minha frente. Psicologicamente custa menos assim. Confesso que por várias vezes pensei no meu sofá.


Já no local para almoçar, e para meter conversa, lembro-me de dizer "Os cavalos devem ser selvagens". Para meu espanto, toda a gente foi tirar fotografias para junto deles. Pensei "Mas, que grande coice vão levar!". Como não aconteceu nada, disse "Afinal não deviam ser selvagens". Resposta: "Eu sei...trabalho com cavalos". Achei melhor efectuar logo ai a pausa para almoço, bacalhau com natas.

Logo no arranque para a segunda parte do percurso, o nosso acompanhante fez como "a bola do Manel"..."foi-se embora, fugiu" e só o voltaríamos a ver no fim da caminhada. Gosta imenso de tirar fotos e na frente é melhor. Nós os dois ficamos para trás e fomos mantendo amenas conversas com outros participantes do grupo. São um grupo fantástico... recomendo.


Já na descida, e com uma vista imensa sobre Vila Real, avistamos uma poça de água. Enquanto nos refrescavamos, a água resolveu imitar o grande Houdini e... desapareceu! Logo de seguida num borbulhar crescente... voilá lá tínhamos novamente uma pocinha de água! Surgiram as mais rebuscadas teorias sobre o regular aparecimento e desaparecimento da água. "É água entubada e o tubo tem um furo", "É uma nascente". Para mim "É coisa de extraterrestres".

A meio da descida a confirmação de uma teoria, existem falsos guias. As Normas de Conduta do Pedestrianismo indicam: "Quando fizer marchas guiadas, nunca ultrapasse o guia,...". Cumpra, mas saiba distinguir os falsos guias. Estes são aqueles que antecipando-se constantemente ao guia, também constantemente se enganam no caminho e têm que voltar para trás.


Devido ao calor fizemos várias pausas. Numa dessas pausas, e para minha surpresa um dos participantes (e pelos vistos não pela primeira vez) ofereceu café aos restantes! Recusei amavelmente o café, mas não resisti a dizer uma graçola: "Se fosse descafeinado!".

Continuamos. Passamos por pinheiros de onde estavam a extrair resina e também passamos por alguns animais.


Antes de chegarmos à camioneta (que nos ia levar de volta), ainda um último deslumbre de Vila Real.

Obrigado a todos os que partilharam comigo esta caminhada. Volto para o sofá.

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