quarta-feira, 23 de março de 2016

73ª Caminhada: Trilho "Onde o morto matou o vivo" à Lupa

Há muito, que o grupo desejava realizar esta caminhada.

As reportagens de outros grupos, a beleza da aldeia da Pena, e a curiosidade de passar no mítico caminho "onde o morto matou o vivo", fizeram que escolhêssemos este trilho para a nossa aventura de Março.

O caminho para o local de partida (Covas do Rio), já de si, desvendava a beleza que iríamos encontrar, chegados ao ponto de partida, deparamos com um problema, a aldeia é pequena e estacionamentos são quase nulos (sugerimos iniciar o trilho na aldeia seguinte (Covas do Monte)).

Depois de nos juntarmos todos, lá pusemos as botas ao caminho, inicialmente descemos até um pequeno ribeiro, por entre muros de pedra antigos, que contornam os espaços agrícolas da aldeia.

Passado uma ponte, iniciamos a subida, passando uma casa de pedra, viramos à esquerda e entramos numa floresta povoada com pinheiros e eucaliptos, passando por um pequeno lugar (que mais parecia uma propriedade privada), chegados ao alcatrão, cortamos à esquerda por um caminho de pedra solta, paralelo à estrada, onde a vista sobre o vale, superava a dificuldade da subida.

Lá do cimo, já se avistava Covas do Monte, onde a descida foi um pouco "escorregadia", passando a aldeia, onde as rotinas diárias estavam bem presentes, nas pessoas, nos animais, foi tempo de uma pequena pausa, para nos preparar para a difícil subida.

O caminho agora é em pedra até ao Portal do Inferno. Sempre a palmilhar, na subida, as sombras eram escassas, o calor aumentava passo a passo, a água tão perto "cantava" para nós nas suas enumeras cascatas, Chegados ao topo, encontramos a estrada de alcatrão, onde aproveitamos para "dar ao dente", e "respirar um pouco".

Aqui seguimos cerca de um km pela estrada até entrarmos um caminho de pé posto (algo fechado e perigoso devido ao seu desnível) a aldeia começa-se a ver e cada vez mais perto.

Aldeia da Pena, local que sugerimos visitar, cercada de montes e serra, as suas casas em pedra, ainda bastante aproveitadas fazem-nos viver outros tempos.

Daqui, depois de um cafezinho no "adega" do aldeia, entramos no caminho que deu o nome ao trilho,
"onde o morto matou o vivo", diz a lenda que ao carregar o caixão para a outra aldeia, o homem da frente escorregou, e levou com o caixão em cima, levando à sua morte (sem confirmação), o caminho é bastante inclinado, não recomendado em dias de chuva, e com bastantes ramos secos e partidos o que faça que redobremos a atenção.

E assim terminamos mais uma aventura.

Não termino esta minha descrição, agradecendo a todos os que "comandaram" o grupo aquando a minha ausência, e aos dois senhores (peço desculpa por não recordar os nomes) que me ajudaram a chegar até à Pena primeiro, e depois a Covas do Rio.

Obrigado a TODOS

























Fotos: Victor Parente, José Carlos Sousa
Descrição: Sérgio Sousa
MAIS INFORMAÇÕES
Percurso: Trilho "Onde o Morto matou o Vivo"
Local: S. Pedro do Sul
Partida/Chegada: Aldeia Covas do Rio
Estacionamento: Sim
Rede Telemóvel: Fraca
Âmbito: Paisagístico, Cultural
Tipo: Circular
Sinalização: Não existe
Pontos Água: 3
Exposição Vento/Solar: Médio
Almoço: Volante

Regras: Ler Aqui
Sugerido: Solas Rotas
Ponto Encontro: Aldeia de Covas do Rio
ParticipantesJosé Carlos, Sérgio, Catarina, Victor, Leonel, Ana, Flávia, Leandra, Júlio, Alberto, Elsa, Vera, José, Mário, Maria, Isabel, Luís, Luís, Helena, Manuel, Deolinda, Cármen, Pedro, Isabel, Susana, Fátima, Adelino, Fernando, Isabel, Elisa, José, Sofia, Rodrigo, Joca, Cristina, Artur, Andresa, Domingos, Mariana,Francisco, Felismina, Gabriel, Filipe, Jorge
Pontos de Interesse: Aldeias Covas do Rio, Covas do Monte e Pena; Caminho "onde o morto matou o vivo"
Dicas: Água; Roupa adequada às condições atmosféricas; Botas, Chapéu, protector solar
Reconhecimento: Sem reconhecimento

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