quarta-feira, 15 de junho de 2016

10ª Grande Rota: Travessia da Serra Amarela (GR34) à Lupa

Travessia....TOP

Todas a travessias, deixam a sua marca, quer pela aventura, as paisagens, a vivência, a inter-ajuda, a Amizade, esta foi das melhores que já realizamos.

1ºDIA
Rumamos bem cedo para Ermida (Ponte da Barca), local de inicio do trilho, onde mais gente se iria juntar.
Bem junto à placa do trilho (que depois viemos a saber que não seria este, cruzaria na aldeia outra GR)), e bem no centro da aldeia, tiramos a primeira foto da nossa aventura.

O "canito" presente na foto, tivemos que o mandar para casa, ainda nos acompanhou durante algum tempo.

A placa a indicar a nossa rota, situa-se já fora da aldeia, esta primeira parte andamos pelo alcatrão até sairmos por um magnifico caminho de pé posto, junto a um núcleo de pequenas lagoas identificadas pela estrada fora.

Sempre a subir, íamos alcançando o mesmo nível da aldeia anteriormente deixada,  e dai apreciar a beleza da mesma, com os seus socalcos.
Nesta altura, ainda forma poucos os Urzes, e Giestais presentes na serra, mas os pouco iam pintando a paisagem, como se de uma aguarela se trata-se. À frente passamos os campos do Vidoal, uma antiga área agrícola, que nos antepassados eram rodeados de muros e fortemente cultivados com milho, agora abandonados.

A aldeia que se seguia, era Germil, local já referenciado como paragem obrigatório, uma vez que tínhamos a indicação que havia um café....haver havia...e há...agora o "proprietário" é que é part-time.
Antes da nossa paragem, ainda fomos avistar uma pequena cascata e um miradouro (referenciados, mas fora do trilho).

Um pouco mais refrescantes, entramos na calçada de Germil, em direcção a Cutelo, esta parte bastante custosa, devido ao calor, e à sua subida (serpenteada), dando várias panorâmicas sobre a aldeia de Germil.

Chegados a Cutelo, procuramos um local fresco, com água, e com bancos para repousarmos, o que mais parecido que encontramos, foi a escadas da igreja da aldeia. O descansar "as mochilas", e o pensar tirar peso destas, torna-nos mais "esfomeados".

Primeira parte estava concluída, teríamos que voltar e chegar até à barragem de Vilarinho das Furnas, visto que a nossa caminhada eram um tipo 2em1 (fizemos 2 etapas por dia).

Cutelo para trás, passamos ao lado das aldeias de Cortinhas, e Brufe a caminho das Casarotas, um longo e duro percurso. Casarotas, pequenos abrigos de montanha, construídos em granito, para que serviam ao certo, ninguém sabe, nós pensamos que seriam para abrigar os pastores.

Este é um dos locais mais bonitos do trilho, a vista sobre a albufeira de Vilarinho, é uma coisa que nunca será exprimida em nenhuma foto, o som, o vento, não se retratam.

Depois das várias fotos tiradas, começamos a descer, inicialmente o caminho é meio "manhoso", um corta mato algo perigoso, até chegarmos a um pé posto que nos levará até à albufeira.

Chegados à barragem, ainda um caminho de quase 3km nos esperava, até à antiga aldeia de Vilarinho da Furnas (submersa), local onde escolhemos para pernoitar.

Depois de um bom banho no rio Homem, e de um bom jantar....que nem o café e "chiripiti" faltou, a noite prometia, a musica de fundo "assutou" qualquer javali que ousasse aparecer ali, e por sorte algo "furou", senão a musica seria ainda mais forte.

2º DIA
Alvorada às 6:30 da manhã, a subida prometia, e o calor não ficava atrás, depois de contornarmos bastantes obstáculos, quase fazendo trapézio, para fugirmos à agua que tapava por completo o caminho, entramos na calçada de Vilarinho, que nos levou até ao cimo, para depois entrarmos um campo onde o gado andava solto a comer.

Várias foram as cabanas e abrigos que passamos, uns completamente abandonados, outros ainda davam para dormir umas "noitinhas".

Já no cimo e dentro do parque das antenas, em Louriça, é possível apreciar toda a paisagem envolvente, bem como os maciços da Peneda. Aqui seria o ponto mais alto do trilho, a partir daqui seria sempre a descer até à Ermida.

Sempre a descer, passagem por zonas de pasto, onde bovinos, equídeos, e caprinos eram os nossos únicos "vizinhos", algumas partes do trilho são um pouco confusas, e por vezes quase tapadas.

Os últimos 2 km são feitos por estrada (paralelo), sempre acompanhados por uma levada.

Assim terminamos a nossa 10ª GR....

Venham mais 10.....

OBRIGADO a todos










Fotos: Victor Parente
Descrição: Sérgio Sousa

MAIS INFORMAÇÕES
Percurso: GR34 - Trilho Serra Amarela
Local: Serra Amarela
Partida/Chegada: Ermida, Ponte da Barca
Estacionamento: Sim
Rede Telemóvel: Sim
Âmbito: Paisagístico, Cultural
Tipo: Circular (2 dias)
Sinalização: Difícil
Pontos Água: 4
Exposição Vento/Solar: Alto
Almoço/Jantar/Dormida: Autonomia
Regras: Ler Aqui
Sugerido: Solas Rotas

Ponto Encontro: Aldeia de Ermida, Ponte da Barca

Participantes: Sérgio, Victor, Ricardo, Manuel, Fernando, Gabriel
Pontos de Interesse:  Aldeia de Ermida, Germil, Cutelo; Casarotas; Barragem de Vilarinho das Furnas; aldeia submersa Vilarinho das Furnas (só visível com quota da barragem baixa); Calçada de Vilarinho; Louriça (antenas)

Dicas: Água; Roupa adequada às condições atmosféricas; Botas, Chapéu, protector solar, saco-cama, tenda
Reconhecimento: Sem reconhecimento

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